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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 01/07/2014

Com quadrilha junina e pescaria, manifestantes cobram passe livre em Brasília

Ato em dia de jogo das oitavas de final da Copa do Mundo em Brasília pautou tarifa zero e qualidade do transporte público


Na segunda-feira (30), dia de jogo das oitavas de final da Copa do Mundo em Brasília (DF), o Movimento pelo Passe Livre (MPL) e o Comitê Popular da Copa organizaram um ato na Rodoviária do Plano Piloto para exigir tarifa zero e melhoria para o transporte público. Do mesmo local onde se realizava o ato, partiam os ônibus gratuitos aos torcedores que se dirigiam ao Estádio Mané Garrincha.

Os manifestantes montaram uma quadrilha junina em defesa dos movimentos sociais que, entre as palavras cantadas, pedia liberdade de manifestação e pelo fim à repressão. A população que circulava pela rodoviária foi convidada integrar a atividade.

Após encenação da quadrilha, foi realizada uma pescaria, com os "peixes graúdos" que exploram o transporte público na Capital Federal. Diversas pessoas integraram a atividade que teve por objetivo conscientizar os usuários do transporte urbano, sobre quais são os políticos e empresários que lucram com a exploração da catraca dos ônibus e com a precarização do serviço oferecido.

“A população já tem consciência de que o transporte público não é de qualidade, mas alimenta o imaginário de que comprar um carro é a única alternativa para melhorar o seu deslocamento urbano”, comenta Constança Barahona, integrante do MPL, que ressalta que boa parte dos usuários também tem clareza de que se o transporte fosse melhor, seria utilizado por um maior número de pessoas, o que diminuiria o trânsito nas cidades.

Constança explica que o MPL faz várias ações diretas para conscientizar as pessoas sobre a possibilidade tarifa zero no transporte público e sobre quem lucra com os preços abusivos praticados no país. “Fizemos a pescaria dos peixes grandes para que a população possa saber quem lucra com a catraca. O próprio GDF [Governo do Distrito Federal] fez um levantamento e apontou que era viável a implementação da catraca livre. Isso é uma decisão política, além de financeira. Não se investe no livre acesso à cidade, pois não interessa”, ressalta. Segundo o MPL, hoje, a classe trabalhadora gasta 30% da renda familiar em transporte e sobra pouco para lazer, cultura, estudos.

Constança questiona ainda a falta de fiscalização em relação à precariedade do serviço oferecido. “O que sempre me pergunto é por que o sistema de fiscalização do Detran não penaliza as empresas que permitem que os ônibus circulem superlotados, com passageiros sem cinto de segurança e só se preocupa com as condições do transporte quando acontece um acidente?”.

O MPL propõe que o transporte seja administrado por empresa pública e financiado pelo estado e pela taxação progressiva das grandes empresas e riquezas.
Novas atividades de manifestação e panfletagem estão previstas nos dias 5 e 12 de julho quando acontecem os dois últimos jogos do megaevento em Brasília.


Fonte: ANDES-SN


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