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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 03/07/2014

Estaduais da Bahia protestam no Cortejo 2 de Julho

A comunidade acadêmica das Universidades Estaduais Baianas (Ueba) ocupou as ruas de Salvador, nesta quarta-feira (2), para protestar contra a grave crise financeira que impacta a educação pública superior do estado. O descaso do governo Jacques Wagner aprofunda o sucateamento das instituições compromete ensino, pesquisa e extensão. A atividade, realizada por professores, estudantes e técnico-administrativos, integrou o Cortejo 2 de Julho, data da independência da Bahia, que tradicionalmente é marcada por manifestações populares e políticas.

Neste ano, a reivindicação das Ueba ganhou ainda mais adesão e força após o governo estadual romper o acordo firmado com os docentes e interromper o processo que levaria à votação o Projeto de Lei de Desvinculação das vagas às classes. As negociações, que demoraram mais de seis meses, haviam sido firmadas entre o Fórum das Associações Docentes, que reúne as quatro seções sindicais do ANDES-SN, o Fórum dos Reitores e a Secretaria da Educação. O PL é uma bandeira de luta do movimento docente importante para diminuir o déficit no quadro de vagas. Além disso, faria com que vários professores pudessem avançar na carreira tendo efetivadas suas promoções, um direito do trabalhador, garantido em lei.

O ato foi reprimido por representantes do governo, que obrigaram os professores a esvaziar o tradicional balão do Fórum das ADs, sob ameaça de confiscar o objeto. Para os diretores da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Bahia (Aduneb – Seção Sindical), o impedimento da livre manifestação em uma festa caracterizada por ser popular, evidencia a maneira autoritária e antidemocrática que os governos estadual e municipal de Salvador exercem suas gestões.

Luta pelo orçamento
A reivindicação da comunidade acadêmica das Ueba é pelo aumento no repasse orçamentário de estado para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI). Atualmente o valor destinado às universidades não chega a 5%.

Segundo o movimento docente, o descaso do governo estadual faz com que constantemente bolsas de permanência estudantil e pesquisa sejam atrasadas. O déficit no quadro de vagas de professores e técnicos precariza o trabalho e coloca em risco a continuidade das atividades para semestre seguinte. Faltam ainda infraestrutura e matérias didáticos para o bom funcionamento de salas de aula e laboratórios. Os serviços terceirizados constantemente sofrem com atrasos nos pagamentos, que, às vezes, ultrapassam dois meses. Em alguns campi, faltam inclusive materiais de limpeza e higiene pessoal.


*Com edição do ANDES-SN   


Fonte: Aduneb - Seção Sindical


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