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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 12/11/2015

Estudantes ocupam escolas estaduais de SP contra fechamento         

Na Escola Fernão Dias, polícia ataca estudantes

Os estudantes, professores e funcionários das escolas estaduais de São Paulo iniciaram um novo processo de lutas contra o projeto de “reestruturação” da educação básica estadual proposto pelo governador Geraldo Alckmin, ocupando cinco escolas que estão sob ameaça de serem fechadas. O governo paulista quer fechar 94 escolas e demitir trabalhadores temporários.

A primeira ocupação foi na Escola Fernão Dias, na zona oeste da capital do estado. Os estudantes tomaram a escola na manhã de terça-feira (10), e seguem com a ocupação. Cerca de quatrocentas pessoas acompanham a ocupação do lado de fora da escola, em apoio. Na tarde de quarta-feira (11), a Polícia Militar, que cercava a escola há horas, impedindo a entrada de alimentos, atacou os estudantes com spray de pimenta.

Nesta quinta-feira (12), o governo paulista conseguiu uma liminar que permite o uso de “coerção” para desocupar qualquer escola da capital do estado a partir de sexta-feira (13). Mas o que se viu foi o crescimento da mobilização. Os estudantes ocuparam também a Escola Estadual CEFAM, em Diadema, a Escola Estadual Salvador Allende, na zona leste de São Paulo, a Escola Valdomiro Silveira, em Santo André e a Escola Profa. Heloisa Assumpção, em Osasco.

O projeto de “reestruturação”

O governador Geraldo Alckmin apresentou um projeto de “reestruturação” da educação básica que prevê o fechamento de 94 escolas com a justificativa de “especializar” cada instituição em apenas um ciclo de ensino: o primeiro abrange os alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental; o segundo, dos alunos do 6º ao 9º ano do fundamental, e o terceiro reúne os três anos do ensino médio.

A medida teve amplo rechaço entre estudantes, familiares, professores e servidores das escolas, que desde então organizam massivas mobilizações contra o projeto. Entre as consequências mais perversas da “reestruturação” estão a demissão de professores e funcionários temporários e o aumento da distância entre a casa dos alunos e as escolas.

Exemplo chileno

Em 2011 os estudantes chilenos organizaram um processo semelhante de mobilização. Eles lutavam contra o sistema educacional chileno, herança da ditadura de Augusto Pinochet, exigindo que a educação fosse pública e gratuita para todos. Em 6 de junho daquele, três escolas foram ocupadas. Em 25 de junho o número já chegava a 600 escolas e universidades. Apesar da dura repressão, a mobilização cresceu, e os estudantes chegaram a realizar manifestações com milhões de chilenos nas ruas de Santiago, a capital do país.

*Com imagens de Caio Zinet e O Mal Educado

 


Fonte: ANDES-SN


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