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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 20/05/2016

Docentes das Iees/Imes estão mobilizados contra subfinanciamento

Em todo o país, se intensificam as lutas nas universidades estaduais e municipais. Em seis estados (Amapá, Minas Gerais, Ceará, Piauí, Rio de Janeiro e Pará) há greves em curso. Em outros, como São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte, cresce a mobilização contra o descaso dos governos, com paralisações e deliberação de indicativo de greve. O Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (Setor das Iees/Imes) do ANDES-SN está trabalhando na unificação dessas lutas, e organiza, entre os dias 23 e 27 de maio, a Semana de Luta Unificada do Setor das Iees/Imes.

Docentes em greve

No Pará, os docentes da Universidade do Estado do Pará (Uepa) decidiram em assembleia unificada dos servidores estaduais, realizada na quinta-feira (19), deflagrar greve geral em todo o estado. Os servidores estão mobilizados e lutam para abrir um canal diálogo com o governo estadual para negociar a pauta de reivindicações dos trabalhadores da universidade e dos servidores públicos estaduais. Na Uepa, a comunidade acadêmica sofre com o corte de verbas e o descumprimento do acordo da greve de 2015, que inclui o reajuste salarial mínimo de 11,36%, realização de concurso público, atualização do Plano de Carreiras e ampliação do quadro de vagas para docentes. A greve terá início na próxima terça (24).

No Piauí, docentes, técnicos e estudantes da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) - em greve desde abril -, ocuparam a Assembleia Legislativa do estado (Alespi) na quarta-feira (18). A ocupação tinha como objetivo abrir negociação com o governo do estado, que se mostrava intransigente, para as pautas de reivindicação da categoria. Após 10 horas de ocupação, o secretário estadual de Administração foi até o local e recebeu a pauta, com a contraproposta da categoria.

No documento entregue, os manifestantes reivindicam o pagamento de todas as bolsas atrasadas aos estudantes, lançamento do edital de concurso público ainda no primeiro semestre de 2016, reposição das perdas salariais de 25% para professores e de 35% para os técnicos, pagamento imediato das progressões e promoções bem como o pagamento do retroativo dos mesmos – admitindo parcelamento neste último caso-, destinação e detalhamento de R$ 25 milhões para investimentos em equipamentos e infraestrutura básica na Uespi. Nesta sexta-feira (20), a comunidade acadêmica da Uespi saiu às ruas para denunciar o sucateamento da instituição e a precariedade da carreira dos docentes e técnicos, e o não pagamento de bolsas aos estudantes.

Os docentes e técnicos da Universidade Estadual do Amapá (Ueap) também estão em greve há mais de dois meses. A falta de diálogo por parte do governo fez com que os estudantes ocupassem o campus 1 da Ueap e docentes e técnicos realizassem ato em frente a instituição, fechando as ruas com pneus para chamar a atenção da população e do governo para os problemas da instituição. A mobilização trouxe resultados e nesta sexta-feira (20) está marcada uma reunião entre governo e representantes de docentes e técnicos da Ueap.

No Rio de Janeiro, os docentes das universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj), da Zona Oeste (Uezo) e do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) seguem mobilizados contra a situação de precarização e sucateamento das instituições de educação e saúde públicas do estado. Eles continuam em greve junto a outras categorias do funcionalismo público, contra o parcelamento e alteração do calendário de pagamento dos salários, mudanças na Previdência - com o aumento da contribuição dos servidores de 11% para 14% -, e o não reajuste dos salários em 2015. Nas universidades, cobram também pagamento de bolsas atrasadas, mais investimentos e condições para o funcionamento das instituições. Na quarta-feira (18), mais um ato unificado foi realizado no início da tarde para cobrar um posicionamento efetivo do governo estadual.

Já no Ceará, os docentes da Universidade Estadual do Ceará (Uece) reafirmaram em assembleia no dia 17 A continuidade da greve. Na Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA), os docentes deflagraram greve no dia 12 de maio, em conjunto com outras categorias do serviço público estadual. A greve é em decorrência do descumprimento, por parte do governo, do acordo assinado em janeiro de 2015 com os docentes das universidades estaduais do Ceará, referente à pauta de reivindicações da categoria. Os docentes exigem também o reajuste salarial de 12,67%, o fim da suspensão das promoções e progressões, e criticam o rompimento da data-base.

Os docentes dos campi de Ibirité e Frutal da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) entraram em greve no início do mês de maio. Eles seguem mobilizados e promovendo debates, oficinas e saraus com a comunidade acadêmica para denunciar e debater acerca da situação que vivenciam nas instituições.

Mobilizações

Reunidos em assembleia na manhã de sexta-feira (20), os docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) aprovaram a proposta de indicativo de greve por conta dos recorrentes atrasos nos pagamentos dos servidores da instituição de ensino. Eles também aprovaram adesão à paralisação dos servidores públicos estaduais potiguares, que ocorrerá no dia 2 de junho.

Em Tocantins, os docentes do Centro Universitário de Gurupi (Unirg) também estão mobilizados. Eles decidiram, em assembleia, apresentar à Fundação que gere a instituição, até o final de junho, as propostas salariais, administrativas e sociais referente à categoria, visando homologar o acordo para que entre em vigência a partir de janeiro de 2017. Para tal, os docentes escolheram uma comissão de negociação.

No Mato Grosso, os docentes da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat), em conjunto com as demais categorias do serviço público estadual, deliberaram por indicativo de greve. Eles protestam contra o desrespeito à Constituição Estadual por parte do governo do estado, que vem se negando a pagar a Recomposição Geral Anual (RGA), a que todos servidores públicos estaduais têm direito. No dia 17, os servidores já haviam realizado uma “paralisação de alerta”.

Imagens de Sinduepa-SSind e Rua Juventude Anticapitalista

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Fonte: ANDES-SN


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