Imprimir  Voltar  Home 


  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 07/11/2016

Trabalhadores chilenos fazem greve geral contra sistema privado de aposentadoria

Na sexta-feira (4), os trabalhadores e estudantes chilenos tomaram novamente as ruas do país contra o sistema privado das pensões e aposentadorias imposta pela ditadura Pinochet, as chamadas AFPs (Administradoras dos Fundos de Pensão). A paralisação nacional convocada pelo movimento ‘No más AFP’ foi marcada pela radicalização dos métodos de luta e pela adesão de importantes setores da classe trabalhadora organizada: servidores públicos, trabalhadores da educação, saúde e transportes, além de portuários e mineradores.

Com a bandeira “No más AFPs”, os manifestantes ocuparam diversas ruas e praças púbicas em todo o país, para denunciar o atual sistema de previdência privada e cobrar a implementação imediata de um sistema de contribuição “tripartite, solidário, único e estatal”.

Desde o início do ano, os chilenos vêm realizando atos no país, reivindicando um sistema de previdência público. A greve geral da sexta (4) faz parte de uma jornada de mobilizações com a bandeira NO+AFP, que já levou milhares às ruas em julho, agosto, setembro e outubro.

A previdência chilena funciona por meio de uma conta de contribuições forçadas, com trabalhadores destinando parte de seus salários para as AFP, que funcionam de maneira similar aos fundos de pensão brasileiros, como o Funpresp. As AFP administram mais de 150 milhões de dólares provenientes dos salários dos trabalhadores, e utilizam essa quantia para investir em empresas ou em ações na bolsa de valores. As perdas dessas operações são socializadas entre os trabalhadores, o que faz com que muitos tenham que seguir trabalhando após a aposentadoria.

Mensalmente, 10% da remuneração dos trabalhadores são transferidos para as AFPs, que administram os fundos em contas individuais, investindo em ações e em renda fixa. Quando se aposentam, os trabalhadores chilenos recebem aposentadorias menores do que os valores investidos ao longo dos anos. O valor médio é de 125 mil pesos chilenos, aproximadamente 170 dólares (ou R$ 600), metade do salário mínimo chileno.

* com Informação da CSP-Conlutas
* Fotos: Nadia Martinez Rodriguez / facebook No Mas AFP


Fonte: ANDES-SN


0
|
0
| Denunciar

0 comentários | 1227 visualizações | 0 avaliações

Comentar esta notícia