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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 18/12/2017

Reitoria da UFF tem luz cortada por falta de pagamento
 
A energia elétrica do prédio da reitoria da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), foi cortada, na última quarta-feira (13), por falta de pagamento. De acordo com a Enel Distribuição Rio, a instituição tem uma dívida que ultrapassa os R$ 15 milhões. Entre as unidades que têm faturas em aberto com a companhia estão a reitoria, o
Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), a Faculdade de Engenharia, o campus do Gragoatá, a Faculdade de Odontologia, a Faculdade de Farmácia e a Faculdade de Direito.
 
De acordo com a apuração do G1, a empresa explicou que "tomou a decisão de interromper o abastecimento de energia após tentar negociar o débito em várias ocasiões". A universidade, por sua vez, afirmou em nota, publicada no dia seguinte (14) ao incidente, que a situação tem prejudicado seriamente as funções administrativas da universidade, como a titulação de alunos, pagamento das bolsas e de salários dos servidores.

"É com indignação que a comunidade universitária desta instituição recebe o ato desleal, que visa colocar a UFF em situação desvantajosa nas negociações". Segundo a reitoria, a dívida que está em aberto com a Enel não é referente a 2017 e que o acordo judicial para o pagamento desta dívida está fora do orçamento deste ano. "O débito de R$ 16,4 milhões de reais é referente ao não pagamento das contas de energia entre junho de 2014 e dezembro de 2015, herdado pela atual gestão.
 
“Há problemas na gestão administrativa da UFF por mais que a reitoria queira escamotear essa situação da universidade. Também sabemos que não estamos apartados dessa conjuntura nacional de ataques às universidades e a solução efetiva para essa situação de precariedade - que inclui desde a paralisação de atividades de pesquisa e extensão, interrupção de obras em andamento, até o corte de luz nos prédios das instituições -, se encontra na superação desse projeto do governo federal de desmonte das instituições de ensino superior [IES] públicas”, disse Gustavo Gomes, presidente da Associação dos Docentes da UFF (Aduff-Seção Sindical do ANDES-SN), que alertou sobre o modelo de ataque desferido às IES do Rio de Janeiro e a tentativa do governo federal em implementar esse modelo nas Federais.
 
“A Aduff SSind. tem exigido da reitoria que faça a discussão do Orçamento da universidade de forma transparente e democrática para que os problemas vivenciados na UFF sejam enfrentados pela comunidade acadêmica como um todo”, disse Gustavo Gomes.
 
Huap pode sofrer cortes de energia
O Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), vinculado à UFF, tem uma dívida de energia elétrica de cerca de R$ 12 milhões com a Enel, de acordo com a empresa. As contas de luz não são pagas desde janeiro de 2015, somando 34 faturas em aberto até agora. Ainda em nota, a reitoria da UFF afirmou que a Enel tem feito ameaças de corte no fornecimento de energia ao Huap. "Esta segunda ameaça é ainda mais grave, porque evidencia completa falta de humanidade e desrespeito com a vida humana, na medida em que essa ação atinge no coração toda a rede de saúde da macrorregião de NIterói. Uma prova cabal do total descompromisso da Enel com a cidade e com o Brasil", diz o texto. A Enel diz que caso corte a luz do HU, fornecerá por sete dias equipamento gerador para atender ao hospital.

Para o presidente da Aduff SSind., o corte de luz ao prédio da reitoria da UFF neste final de ano é um “sinal de alerta” para que o movimento docente continue forte e combativo e lute por um orçamento que contemple as necessidades da universidade e contra a PEC 287/16, que ataca as pensões, aposentadorias, e os direitos previdenciários.

UFRJ

Segundo Cláudio Ribeiro, 2º vice-presidente da Regional Rio de Janeiro do ANDES-SN, o mesmo aconteceu na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desde a tarde de sexta-feira (15), deixando milhares de estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e da Escola de Belas Artes (EBA) sem aulas, e impedindo o fechamento de inúmeras atividades acadêmicas na última semana letiva do ano. “Não a primeira vez que a Light [Companhia de Energia] faz isso no ano, desobedecendo a justiça”, critica o docente. 

 

Com informações do G1

 


Fonte: ANDES-SN


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