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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 19/12/2017

Docentes protestam em inauguração de hospital regional na Bahia

Com indicativo de greve aprovado, professores tentaram diálogo com o governador e denunciaram descaso com as Universidades Estaduais Baianas

Munidos de faixas e panfletos, os docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) realizaram na última sexta-feira (15) uma manifestação durante a inauguração do Hospital Regional da Costa do Cacau, localizado na rodovia que liga Ilhéus a Itabuna, no sul da Bahia, para denunciar a crise orçamentária, o desrespeito aos direitos trabalhistas e a corrosão salarial imposta pelo governador Rui Costa (PT). Policiais Civis também apresentaram suas reivindicações durante a cerimônia.

Os docentes, juntamente com os policiais civis, foram impedidos de entrar, mesmo assim, mantiveram a manifestação e estabeleceram o diálogo com a população que chegava para participar da cerimônia. Com a pauta protocolada desde dezembro de 2016, os professores enfrentam o silêncio e o descaso do governo que se nega a receber a categoria para dialogar.

Apesar do crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) baiano ser dez vezes maior que o nacional, os cortes no orçamento para manutenção, custeio e investimento das Universidades Estaduais Baianas (Ueba), entre 2013 e 2016, já chegam à R$ 213 milhões. Há dois anos sem a reposição inflacionária, os docentes acumulam uma perda de 20% nos salários, e os direitos trabalhistas são constantemente desrespeitados.

Segundo José Luiz de França, presidente da Associação dos Docentes da Uesc (Adusc-Seção Sindical do ANDES-SN), a manifestação foi importante, porque mostrou a disposição da categoria para a luta e, mais uma vez, denunciou a condição precária que as universidades enfrentam. “A situação imposta às universidades é grave e estamos sensibilizando a sociedade para fazer parte desta luta, enquanto tentamos o diálogo com o governo, mas o descaso está chegando ao limite, e não hesitaremos em radicalizar a luta se necessário”, afirma França.

Edição de ANDES-SN e imagem de Adusc-SSind


Fonte: Adusc-SSind


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