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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 04/01/2018

Petroleiros estão em estado de greve contra privatização da Petrobras

Trabalhadores também rejeitam Acordo Coletivo proposto pela empresa

Petroleiros realizaram um dia de paralisação, na última quarta-feira (3), contra a privatização da Petrobras e em rejeição ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) proposto pela empresa, que retira direitos como benefício-farmácia, auxílio-alimentação e garantias aos membros da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (Cipa), além de reajustar os salários em 1,73%, valor muito abaixo da inflação. 

A Federação Nacional de Petroleiros (FNP) organizou manifestações, atrasos na entrada dos turnos e assembleias, nas quais os trabalhadores decidiram por manter o estado de greve. Entre os trabalhadores que realizaram manifestações e paralisações na quarta-feira estão os das unidades de Pilar (AL), do Porto de Maceió (AL), do Porto de Belém (PA), TABG (RJ), RBPC (SP), TEBIG (RJ), Urucu (AM), Litoral Paulista, São Luis (MA), Manaus (AM) e Cenpes (RJ).

Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro RJ) a decisão de aumentar a mobilização “foi o resultado direto da intransigência da gestão de Pedro Parente [presidente da Petrobras], que antes mesmo da campanha salarial já vinha atacando direitos históricos da nossa categoria e desmontando a empresa, como provam as vendas de ativos, as aberturas ao capital privado, o injusto equacionamento do Plano Petros 1 e as recentes tentativas de terceirização das operações”.

Petrobras anuncia bilhões de dólares a acionistas estrangeiros

A direção da Petrobrás, que durante o período de negociação do ACT faz uso de um discurso de retirada de direitos, possíveis demissões em massa, cortes de benefícios e um reajuste abaixo da inflação, recentemente anunciou um acordo lesivo ao seu patrimônio para o pagamento de US$2,95 bilhões, em um processo coletivo movido por seus acionistas de Wall Street nos Estados Unidos. O acordo precisa ainda ser aprovado pelo juiz da Corte Federal de Nova York e visa encerrar, segundo alegações da direção da Petrobrás, todas as ações em curso e que ainda poderiam ser apresentadas nos EUA em referência aos fatos investigados pela Operação Lava Jato.

Com informações de FNP e Sindipetro RJ. Imagem de FNP.


Fonte: ANDES-SN


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