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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 26/01/2018

Docentes da Unimontes entram em greve para exigir cumprimento de acordo

Governo mineiro não cumpriu acordo que encerrou greve em 2016

Os docentes da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) deliberaram, em assembleia realizada nessa quinta-feira (25), entrar em greve para exigir do governo mineiro o cumprimento do acordo que encerrou, em 2016, uma greve de quatro meses dos docentes das universidades estaduais de Minas Gerais. A paralisação por tempo indeterminado terá início na terça (30). A Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg) está em férias e, na próxima semana, os seus docentes devem se reunir para também discutir o tema.

Afrânio Farias de Melo, presidente da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes – Seção Sindical do ANDES-SN), afirma que o acordo de 2016 trazia 13 itens, a maioria deles ligados à reestruturação da carreira docente. “A carreira tem muitos problemas. A remuneração é baseada em gratificações, o que faz com que o salário base do início da carreira seja inferior ao salário mínimo”, critica. “Nenhum dos pontos mais importantes do acordo foi cumprido. O governo está procrastinando propositalmente”, completa Afrânio.

No final de 2017, o governo mineiro editou o decreto 47.326/17, que garantiria um auxílio aos docentes e servidores técnico-administrativos das universidades estaduais de Minas Gerais, já que o governo mineiro não pode conceder reajustes salariais devido à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Entretanto, o auxílio ainda não foi pago, porque o governo não autorizou a inclusão dos valores na folha de pagamento.

O acordo de 2016

O documento assinado pelo governo de Minas Gerais, reitoria e comando de greve dos docentes previa, entre outras conquistas, a reestruturação de um plano de carreira adequado que, entre outros pontos, realiza a incorporação da Gratificação de Desempenho da Carreira de Professor de Educação Superior (GDPES) e do “Pó de Giz” ao vencimento básico, e o aumento da Dedicação Exclusiva (DE) de 40% para 50%; a nomeação do atual concurso público e a publicação de novos editais; a liberação com vencimento para docentes em formação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) mediante aprovação do departamento ou unidade; e uma mesa de negociação permanente própria para a recomposição salarial da categoria. Além da oferta de 300 bolsas para a assistência estudantil. O acordo foi protocolado na justiça.

Com informações e imagem de Adunimontes-SSind.


Fonte: ANDES-SN


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