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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 03/04/2018

Após pressão dos servidores, reforma da Previdência Municipal de SP é suspensa

Mais de 100 mil pessoas ocuparam as ruas para dizer não a reforma da Previdência. Servidores municipais estavam em greve desde o dia 8 de março contra o projeto.

Após muita mobilização, manifestações e greve, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (DEM), retirou da pauta, na última terça-feira (27), o Projeto de Lei nº 621/2016 (conhecido como Sampaprev), que institui o regime de previdência complementar para os servidores públicos do município de São Paulo.

A proposta, do prefeito João Doria (PSDB), é semelhante à implementada em muitos estados do país e prevê a criação de uma previdência complementar e o aumento da contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%, confiscando os seus salários. Antes da derrota, o governo havia retirado do texto a alíquota suplementar de até 5% que incidiria sobre parte dos salários de quem recebe acima do teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) – R$ 5.645,80.

Manifestações

Os servidores estavam em greve desde o dia 8 de março e, desde então, foram realizadas três grandes manifestações contra a reforma. Em uma delas, no dia 14 de março, mesma data do assassinato de Marielle Franco, a Guarda Civil Metropolitana atacou os manifestantes que tentavam entrar na Câmara Municipal para acompanhar a sessão do plenário, e uma professora ficou ferida. Já o último protesto, no dia 27 de março, reuniu mais 100 mil manifestantes e resultou na vitória dos servidores.

De acordo com os servidores mobilizados o prefeito tentou acelerar a votação do projeto de qualquer forma, já que dia 7 de abril deixa o cargo de prefeito para disputar o governo do estado. 

 

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Com informações da Câmara Municipal de São Paulo e imagem de CSP-Conlutas


Fonte: ANDES-SN


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