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  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN


Data: 03/12/2018

G20 se reúne em Buenos Aires em meio a protestos

A cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, recebeu na sexta e no sábado (30 e 1º) a 13ª reunião da Cúpula do G20 – que agrega as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia. O evento foi marcado por diversos protestos contra os ajustes fiscais e ataques aos direitos dos trabalhadores defendidos por essa cúpula.

A Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas, organização sindical que reúne diversas entidades ao redor do mundo, e da qual a CSP-Conlutas faz parte, se somou às mobilizações contra o G20.

Um evento alternativo ao G20, chamado Contra Cumbre (Contra Encontro, em espanhol) – teve início na segunda-feira (26). O evento teve mais de 60 atividades e debates, que seguiram até o dia da Grande Marcha contra o G20, na sexta (30). No Brasil ocorreu uma mobilização também na sexta, em frente ao consulado argentino de São Paulo.

Antonio Gonçalves, presidente do ANDES-SN, avalia ser uma contradição o G20 se reunir em um país que seguiu a cartilha neoliberal defendida pelo grupo e que piorou as condições de vida da classe trabalhadora argentina. “O governo de Macri tem enfrentado várias mobilizações, a classe está em movimento. Esteve em movimento na luta pela legalização do aborto até a 14ª semana de gestação, mas também em defesa da previdência pública e das liberdades democráticas”, comenta.

“A CSP-Conlutas levou uma caravana significativa para Buenos Aires. Nesses espaços é que são gestados mais ataques contra nós. Também é importante que a central sindical esteja lá para demonstrar solidariedade aos trabalhadores argentinos e para mostrar a força de nossa classe diante dos ataques neoliberais que acontecem em todo o mundo”, completa o presidente do ANDES-SN.

Repressão e prisões arbitrárias

Às vésperas da reunião, o governo argentino editou um decreto secreto e sequer publicou-o no Diário Oficial. No texto, assinado por Patrícia Bullrich, ministra de segurança, o governo permite que policiais atirem para matar durante as manifestações. A decisão foi editada no mesmo dia em que se encerraram as investigações sobre a morte de Santiago Maldonado sem apontar nenhum culpado. 

Um forte aparato de repressão foi montado durante a manifestação contra o G20, mas o governo de Macri não conseguiu impedir as mobilizações. Houve presença de dezenas de milhares de policiais, que cercaram a cidade de Buenos Aires, não permitindo que os manifestantes chegassem ao Obelisco. Também houve a suspensão dos serviços de transporte público. A polícia da Cidade Autônoma de Buenos Aires também prendeu dois militantes do Partido dos Trabalhadores Socialistas antes da reunião G20. A justificativa da prisão foi o “porte de walkie-talkies”.

Consenso, pero no mucho

Do lado de dentro da reunião, os líderes da economia mundial demoraram, mas apresentaram um documento chamado de consensual. Mas, para atingir o consenso, foi necessário defender propostas generalistas, que não interviessem na guerra comercial travada por Estados Unidos e China. Por isso, o texto final do G20 se absteve de condenar o protecionismo e reconhece que o comércio multilateral fracassou em seus objetivos. O G20 também reiterou seu apoio ao Acordo de Paris sobre o clima. Os Estados Unidos, entretanto, fizeram com que seu repúdio ao acordo fosse explicitado no texto.

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Informações de CSP-Conlutas, Prensa Obrera, Izquierda Diário e El País. Imagens de CSP-Conlutas e Prensa Obrera.


Fonte: ANDES-SN


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